CNI registra queda de emprego na construção civil

Da Agência Brasil

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou hoje (21) a pesquisa de outubro Sondagem Indústria da Construção que apontou uma queda no emprego no setor. O indicador de atividade do setor industrial caiu de 46 pontos, em setembro, para 45 pontos em outubro mantendo-se abaixo dos 50 pontos. Segundo a CNI isso indica que o nível de atividade no mês foi inferior ao costumeiramente registrado em outubro. “A atividade do segmento continua desaquecida”, informam os técnicos responsáveis pela pesquisa.

De acordo com a pesquisa o indicador do número de empregados no setor ficou em 48 pontos, praticamente igual ao de setembro. O índice de evolução do nível de atividade foi 49 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando leve retratação. O índice varia de zero a 100 pontos e valores abaixo de 50 pontos indicam queda de atividade; quanto mais distante da linha dos 50 pontos, maior a variação.

Mesmo diante desse quadro, o empresariado está otimista. A pesquisa revela que, em novembro, o indicador de expectativas sobre o nível de atividade nos próximos seis meses ficou em 56,5 pontos, o de compras de insumos e matérias-primas 55,7 pontos. O número de empregados, por sua vez, foi 54,8 pontos e, o de novos empreendimentos e serviços, 56,3 pontos.

A pesquisa foi feita entre 1° e 13 de novembro com 540 empresas, entre elas 164 de porte pequeno, 245 médias e 131 de grande porte. A finalidade é identificar a tendência da indústria da construção civil, por sondagem de opinião empresarial feita mensalmente desde janeiro de 2010, abrangendo 26 estados e o Distrito Federal.

Edição: Marcos Chagas

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CCJ aprova projeto que veta pol√≠tico e parente de ocupar cargo em concession√°rias p√ļblicas

Karine Melo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (6), em caráter terminativo, o projeto que impede político com mandato e parentes até segundo grau, de ocupar cargos de comando em concessionárias do serviço público. Entre elas estão empresas de telefonia e de energia elétrica. Caso não haja apresentação de recurso para votação da matéria no plenário o texto segue direto para a Câmara dos Deputados.

A proposta estabelece que não poderão ocupar esses cargos políticos que tenham deixado o mandato há menos de dois anos. O projeto altera a Lei de Concessões para proibir a indicação de pessoas com mandatos eletivos para os comandos das concessionárias.

“As indicações propiciam as licitações fraudadas que alimentam os famosos recursos não contabilizados para as campanhas eleitorais. Pretendemos, assim, tornar mais difícil a confusão da coisa pública com os negócios privados que caracteriza o velho e resistente patrimonialismo brasileiro”, justificou o autor do projeto, Inácio Arruda (PCdoB- CE).

O texto diz que caberá às concessionárias declarar que não têm em seus quadros dirigentes, administradores ou representantes que tenham exercido nos últimos dois anos mandatos eletivos.

Além de sanções penais à empresa, o texto aprovado diz que as concessionárias de serviço público que desrespeitarem a lei terão que demitir imediatamente o diretor, administrador ou representante que estiver ocupando indevidamente os cargos.

Edição: Marcos Chagas

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Comércio cresceu mais que PIB em dez anos, mostra pesquisa

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Nos últimos dez anos, o crescimento médio do comércio brasileiro superou o do Produto Interno Bruto (PIB), informaram hoje (17) a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e a Fundação Getulio Vargas (FGV), no Mapa Estratégico do Comércio 2014-2020. Enquanto o PIB do país avançou em média 3,6% de 2002 a 2012, o valor adicionado bruto do setor aumentou 4,5%.

De acordo com o estudo, o comércio, os serviços de informação, as atividades imobiliárias e outros serviços contribuíram com 37,9% do PIB brasileiro em 2010, com um total de R$ 1,223 trilhão. Desse valor, R$ 404 bilhões corresponderam apenas ao comércio. 

A receita bruta de revenda de mercadorias saiu de R$ 1,747 trilhão em 2007 para R$ 2,488 trilhões em 2011, após uma taxa média real de crescimento de 9,2% ao ano. Naquele ano, 53,1% da receita foram gerados no Sudeste; 19,2%, no Sul; 14,9%, no Nordeste; 9,2%, no Centro-Oeste; e 3,5%, no Norte. Por unidade federativa, o maior crescimento foi registrado no Tocantins, onde a variação média anual chegou a 16,3%.

Ainda no ano de 2011, cerca de 70% dos estabelecimentos do país eram do comércio de bens, serviços ou turismo, informa o estudo, com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego. Em números absolutos, eram 4,9 milhões de estabelecimentos, 50,8% deles no Sudeste. No Sul, estavam 21,6%. Depois, vêm o Centro-Oeste (7,6%) e o Norte (3,8%).

Apesar de o Nordeste ter 16,3%, a região teve uma média anual de empresas criadas maior do que o Sul. Foram 24.302 por ano entre 2006 e 2011, contra 15.838 no Paraná, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O Sudeste também lidera nesse aspecto, com 58.784. 

O comércio registra uma taxa maior de fechamento de empresas nos dois anos seguintes ao da criação, tomando como ano inicial 2007. Enquanto em todos os setores a média é 38,7%, no comércio é 38,9%.

Nas empresas comerciais que não têm funcionários, a taxa chega a 45,6%, contra 45,2% dos estabelecimentos em geral.

Já quando são analisadas as empresas com de uma a nove pessoas ocupadas, nos outros setores os fechamentos chegam a 20,1%, enquanto no comércio ficam em 19,9%. Entre os estabelecimentos com dez ou mais empregados, esses negócios têm taxa de 9,9%, contra 11,9% de todos os setores.

Para melhorar esse desempenho, o Mapa Estratégico do Comércio 2014-2020 destaca a importância da profissionalização. “[É] um dos fatores que impactam diretamente no desempenho do setor, qualificando a tomada de decisão e o tornando mais forte e competitivo. Para tal, a profissionalização deve colocar em pauta iniciativas de fomento à formação e qualificação da gestão.”

Outros objetivos estratégicos para favorecer o setor são, segundo a Fecomércio-RJ e a FGV, o fortalecimento da estabilidade macroeconômica e uma melhor distribuição de renda, com promoção social dos beneficiários de programas do governo, por meio de investimentos em educação básica e qualificação. “Tais programas [de capacitação] são facilitadores para que esta parcela da população se insira no mercado de trabalho, tornando-se um mecanismo importante para o crescimento sustentado de acesso a Bens e Serviços”.

Aumentar a competitividade em rankings internacionais e elevar os investimentos públicos no setor também são medidas destacadas pela duas entidades.

Edição: Juliana Andrade

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